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Suposta gravidez, corpo em cova rasa e casal preso: veja o que se sabe sobre o caso Beatriz Vitória

Um rapaz de 18 anos, ex-namorado de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, e a atual namorada dele, de 23, foram presos suspeitos de envolvimento na morte da jovem, encontrada enterrada em uma cova rasa na zona rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (21). Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro, quando saiu de um bar e foi vista pela última vez ao se aproximar de um carro.

A família recebeu informações de que a jovem estaria grávida de aproximadamente três meses. O dado levantou questionamentos sobre uma possível relação entre a gestação e o crime, mas a Polícia Civil ainda não confirmou a motivação da morte.

O casal foi preso e encaminhado à Divisão Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, onde prestaram depoimento.

A Polícia Civil não detalhou os indícios que levaram às prisões nem informou qual teria sido a participação de cada suspeito. Dracon Cavalcante, advogado do suspeito, disse que ele nega participação na morte. A advogada da namorada dele, Tatiany Barbosa, afirmou que a cliente se declarou inocente e optou por permanecer em silêncio.

Onde o corpo foi encontrado?

O corpo de Beatriz foi localizado após 12 dias de buscas, em uma área de mata próxima à Estrada Reserva Real, em Jaboticatubas, cidade onde ela morava e desapareceu. Segundo familiares, a jovem estava enterrada em uma cova rasa.

De acordo com relatos da família, o ex-namorado e a atual companheira dele teriam indicado aos policiais o local onde o corpo estava. A identificação foi feita por meio de tatuagens e pertences da jovem.

O irmão de Beatriz, Max, em entrevista para a TV Record, relatou que o corpo apresentava sinais de violência. Segundo ele, a família recebeu informações de que ela estaria amarrada com arame e que uma substância corrosiva teria sido jogada sobre ela. Essas circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas oficialmente.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, para exames que devem ajudar a determinar a causa da morte e outras circunstâncias do crime.

Qual seria a possível motivação?

Familiares relataram que Beatriz manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de um mês e que os dois estavam separados havia aproximadamente três meses. Nesse período, ele teria retomado o relacionamento com a atual, também suspeita do crime.

O irmão da jovem levantou a hipótese de que ciúmes ou conflitos relacionados ao relacionamento possam ter motivado o crime. Uma possível gravidez também gerou questionamentos entre os familiares sobre uma eventual ligação com o caso.

“Recebemos a informação de que minha irmã poderia estar grávida de três meses, sendo assim pode ser que foi isso que motivou, ciúmes da namorada, alguma coisa assim”, disse o irmão da jovem.

Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou nenhuma dessas hipóteses.

A irmã de Beatriz, Giovanna Neves de Castro, afirmou que a jovem não tinha desavenças conhecidas na cidade e que a família procurou o ex-companheiro para tentar obter informações sobre o desaparecimento.

Segundo os familiares, também surgiu a informação de que Beatriz e Carla teriam discutido antes do sumiço. A família relatou que os dois suspeitos chegaram a oferecer ajuda nas buscas.

Como foi o desaparecimento?

Beatriz desapareceu na noite de 9 de outubro, depois de sair com amigos para um bar em Jaboticatubas. Conforme relatos reunidos durante as buscas, um carro parou nas proximidades do estabelecimento, e a jovem foi conversar com os ocupantes.

Segundo o boletim de ocorrência, pessoas que estavam com ela relataram ter ouvido ocupantes do veículo insistindo para que Beatriz entrasse no carro. Em seguida, o automóvel deixou o local, e ela não foi mais vista pelo grupo.

A irmã da jovem contou que Beatriz recebeu uma ligação pouco antes de sair e demonstrou nervosismo.

“Ela pediu cinco minutos para ir até a rua de baixo para encontrar alguém e disse que, se não voltasse, para irem atrás dela”, relatou.

Conforme a investigação, Beatriz chegou a retornar ao bar e disse que estava com medo porque havia uma mulher que ela não conhecia dentro do veículo. Depois, saiu novamente.

Os amigos decidiram procurá-la quando perceberam que ela não voltava, mas não encontraram nem a jovem nem o carro. A identidade de quem fez a ligação e das pessoas que estavam no veículo ainda precisa ser esclarecida.

A corporação informou que as diligências continuam para esclarecer o caso. A PCMG fará uma coletiva hoje para detalhar a investigação do caso.

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